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04/05/2011 Utilização de argamassas poliméricas para proteção e impermeabilização de estruturas de concreto

Utilização de argamassas poliméricas para proteção e impermeabilização de estruturas de concreto armado

1-OBJETIVO

Este artigo tem o objetivo de apresentar o mais moderno sistema de proteção e impermeabilização de estruturas de concreto armado e comprovar a sua eficiência em vários cases de sucesso onde o sistema foi aplicado e avaliado, por ensaios de durabilidade e vida útil ao longo dos anos.

2-INTRODUÇÃO

A Engecal- Engenharia e Cálculos Ltda, empresa especializada em Recuperação e Reforço Estrutural, é pioneira no Rio Grande do Norte na aplicação de argamassas poliméricas em estruturas de concreto armado, visando o aumento de durabilidade das estruturas. Trata-se da aplicação de uma argamassa polimérica bicomponente, à base de cimento, agregados minerais inertes,polímeros acrílicos e aditivos, formando um revestimento de 1,5 mm de espessura com propriedades impermeabilizantes, evitando a penetração no interior do concreto dos íons cloretos, gás carbônico, sulfatos e principalmente água, aumentando sobremaneira a durabilidade e a vida útil da estrutura, seja ela nova ou antiga. Sua aplicação é bastante simples sendo feita através de trincha,desempenadeira metálica ou por sistema de pulverização com air-less, tendo excelente aderência ao substrato e elevada resistência mecânica, obtendo um rendimento de 2 à 4 kg/m2. Após sua aplicação pode ser dada uma pintura externa em cima da argamassa polimérica ou deixar sem pintura posterior, ficando a estrutura com a coloração cinza.

3- CASES

A primeira aplicação das argamassas poliméricas no Rio Grande do Norte, foi realizada nos pilares do ginásio do SESI após a realização dos serviços de recuperação e reforço estrutural. O ginásio do SESI destaca-se além da beleza arquitetônica, como uma das mais arrojadas obras da engenharia estrutural do estado do Rio Grande do Norte, sendo a primeira edificação em concreto protendido projetada e executada no Rio Grande do Norte e talvez o único ginásio no Brasil com cobertura em vigas retas de concreto protendido. Trata-se de uma estrutura executada há cerca de 34 anos com vão livre variável de 32 m, com sistema estrutural em 13 vigas bi-apoiadas, de um lado em 13 articulações de neoprene (30cm X 40cm X 4cm) e do outro em 13 articulações de neoflon ( 30cm X 40cm X 4 cm), dispostas sobre 26 pilares de concreto armado com seção transversal variável com modulação de 5m e sobre eles se apóiam as vigas inclinadas das arquibancadas. As fundações são constituídas por estacas pré-moldadas de concreto armado de seção transversal de 0,20 m x 0,20 m com duas ou quatro por bloco de coroamento e espaçadas de 1,80 m. A estrutura de cobertura é constituída de lajes de concreto armado que se engastam nas vigas principais de concreto protendido. As vigas de concreto protendido tem geometria longitudinal em forma de V invertido, seção transversal variável e cabos de protensão contínuos, com ancoragens ativas em ambas extremidades. Na face inferior, no meio do vão, consta uma mísula parabólica,concordando com dois trechos retos convergentes, objetivando a eliminação de concentração de tensões. A estrutura global apresenta duas juntas de dilatação desenvolvidas na direção transversal, dispostas simetricamente com relação ao eixo principal. Em seguida houve a aplicação das argamassas poliméricas em várias outras obras de grande porte no Rio Grande do Norte e em outros estados, como o Estádio Machadão,Ginásio Nélio Dias, Pontes da BR-101, Pólo Industrial de Guamaré, CEFET-Porto Seguro-Bahia, Condomínios Residenciais em Recife-Pernambuco e Mossoró-Rio Grande do Norte,Catedral Metropolitana de Natal,Sede da Telemar/OI-RN e torre da EMBRATEL-RN. A argamassa polimérica está sendo também bastante utilizada nas estruturas novas(pilares e vigas) de Condomínios Residenciais recém-construídos na orla marítima de Natal(Ponta Negra e Areia Preta principalmente), como manutenção preventiva, pois pelo ambiente agressivo que as obras estão inseridas, necessitam de uma grande proteção quanto à corrosão de suas armaduras.

4- ENSAIOS

Foram realizados ensaios de ph do concreto, profundidade de carbonatação, presença de cloretos e probabilidade de corrosão nas estruturas das obras para verificação da eficiência da camada protetora da argamassa polimérica , sendo obtidos os seguintes resultados para cada obra:

4.1- Estádio Machadão:Após quatro anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=12, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.2-Ginásio Nélio Dias: Após dois anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=13, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.3-Pontes da BR-101: Após cinco anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=11, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.4- Pólo Industrial de Guamaré: Após sete anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=11, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.5-CEFET-Porto Seguro-Bahia: Após dois anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=13, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.6-Condomínios Residenciais em Recife-Pernambuco e Mossoró-Rio Grande do Norte: Após dois anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=13, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

4.7-Catedral Metropolitana de Natal: Após dois anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=12, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta 4.8-Sede da Telemar/OI-RN:Foi aplicada argamassa polimérica este ano 4.9-Torre da EMBRATEL-RN:Foi aplicada argamassa polimérica este ano 4.10-Ginásio do SESI: Após sete anos da aplicação da argamassa polimérica nenhum sintoma de corrosão em suas estruturas, concreto não carbonatado, não houve penetração de gás carbônico na superfície do concreto , não houve penetração de cloretos na superfície do concreto, ph=12, potencial de corrosão entre -200 a -350 mV com uma probabilidade de corrosão incerta

5- CONCLUSÃO

Este artigo atingiu plenamente os objetivos propostos em sua pesquisa, pois evidenciou pelas obras executadas in-loco e pelos resultados obtidos nos ensaios realizados, a facilidade de aplicação e o ganho de durabilidade e vida útil, que as estruturas obtiveram ao longo do tempo através da argamassa polimérica. Resta ao meio acadêmico investir em pesquisas como esta realizada, com uma análise prévia das propriedades dos novos materiais existentes na área da construção civil, para a efetivação dos novos materiais na cadeia da construção civil, em detrimento aos sistemas tradicionais , em virtude de suas vantagens técnicas e econômicas.

 

* Fábio Sérgio da Costa Pereira. Doutor Em Ciência e Eng. Materiais-Ppgcem-Ufrn, Msc. Eng. Mecânica-Ppgem-Ufrn, Eng.Civil, Diretor: Engecal-Engenharia e Cálculos Ltda.  Av.Afonso Pena,1180,Tirol,Natal- RN,Cep:59020100,Email:engecal@digi.com.br

Colaborador: FÁBIO SÉRGIO DA COSTA PEREIRA engecal@digi.com.br
www.engecalnatal.com.br

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