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Crea-RN foi palco para o seminário "Mercado de Crédito de Carbono: Desenvolvimento Sustentável no Bioma da Caatinga"

Seminário - Crédito de Carbono

Nesta terça-feira (29), aconteceu durante à tarde na sede do Crea-RN, o seminário "Mercado de Crédito de Carbono: Desenvolvimento Sustentável no Bioma da Caatinga". O curso teve participação da consultora em relações governamentais e institucionais, Camila Pimentel, do especialista em Meio Ambiente, Paulo Toledo e do Cláudio Moisés, doutor em Meteorologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O Seminário Mercado de Crédito de Carbono reuniu especialistas, discutindo sobre as oportunidades, os desafios e as perspectivas do mercado de créditos de carbono, com o foco no desenvolvimento sustentável no bioma da Caatinga. Durante o curso, foram abordados os detalhes do processo de como articular e executar um projeto de crédito de carbono. 

O curso objetiva passar para os profissionais a realidade do mercado de crédito de carbono e sobre a articulação institucional, devido à complexidade do projeto. Sobre os benefícios do crédito de carbono, a consultora Camila Pimentel ressaltou: "Será mais um segmento para ser inserido na economia do estado, principalmente para a agricultura."

Além disso, a jornalista falou também sobre as vendas do crédito:  "Um projeto de crédito de carbono da sua prospecção, leva em média 2 anos para ser vendido. Os vendedores costumam ser multinacionais, que são empresas internacionais que precisam compensar a emissão do carbono na atmosfera." Citou Camila.

Com pesquisas iniciadas em 2016, a Caatinga mostrou um potencial inimaginável. Com a absorção de aproximadamente 70 toneladas por hectare ao ano, a Caatinga foi considerada a mais eficiente do mundo no sequestro de carbono. "A Caatinga é o ecossistema mundial mais eficiente em armazenar carbono"., afirmou Cláudio Moisés, doutor em Meteorologia e um dos 160 pesquisadores que analisam a capacidade deste e de outros biomas de captar carbono.

Possuindo 91% do território coberto pela Caatinga, o RN pode contribuir e ganhar com o avanço desse mercado. O grupo de trabalho que abrange além do Crea, UFRN, Ministério do Desenvolvimento Agrário, secretarias estaduais, além da Associação Norteriograndense de Engenheiros Agrônomos. Segundo eles, o projeto pode começar a render receita para os proprietários de terra do estado no prazo de até um ano.

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