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Censo Confea: Engenharia potiguar apresenta alta inserção profissional e forte vínculo com área de formação

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O Confea divulgou os resultados regionais do Censo Profissional 2024, que retrata o perfil e a atuação dos profissionais da engenharia, agronomia e geociências em todo o país. No Rio Grande do Norte, os dados mostram um cenário de elevada inserção no mercado de trabalho e forte permanência na área de formação, além de uma percepção consistente do papel social das profissões tecnológicas no desenvolvimento do estado.

 

Segundo o levantamento, 91% dos profissionais potiguares estão trabalhando e 83% atuam diretamente na área para a qual se formaram, índice acima da média nacional (78%). O estudo também aponta que 49% dos profissionais do estado atuam na construção civil, refletindo a centralidade do setor na economia local. Entre as formações, a Engenharia Civil representa 56% dos registros dos entrevistados.

 

No que diz respeito ao regime de atuação, 34% trabalham com carteira assinada e 17% atuam como empresários ou empregadores, indicando um ambiente profissional que combina vínculos formais e empreendedorismo.

 

"Os dados do Censo CONFEA revelam um importante paradoxo: se, por um lado, lidamos com a necessidade de aumentar o número de novos talentos nas universidades, por outro, o sistema profissional de Engenharia e Agronomia se destaca pela excelente performance e reconhecimento. A satisfação da categoria e os salários atrativos comprovam que, apesar dos desafios de formação, nossa área oferece um futuro de grande realização e valorização", apontou o Engenheiro Eletricista, Roberto Wagner, presidente do Crea-RN.

A conselheira federal e engenheira Civil, Ana Adalgisa destacou que a pesquisa permite “compreender com mais clareza os movimentos da engenharia no Rio Grande do Norte”, por trazer a percepção direta dos profissionais. Para ela, os resultados confirmam um cenário já percebido no dia a dia. “Os profissionais estão atuando, satisfeitos com o que produzem e enxergando um mercado aquecido no estado. Os dados mostram onde precisamos estar mais presentes e como podemos fortalecer ações que tenham impacto real na vida dos profissionais. A engenharia transforma vidas — não apenas a de quem exerce a profissão, mas a de todos ao seu redor. O destaque é que 91% dos que foram ouvidos estão trabalhando. Eles tem registro no Crea e estão na área que se formaram.”, afirmou Ana Adalgisa. "Quando você pergunta porque você é engenheiro, a grande maioria responde que é um sonho de criança, gostava das disciplinas. Mas quando você pergunta para as mulheres, a maioria diz que era boa de matemática, física e química. Temos que mostrar que se um jovem tem o sonho de ser engenheiro - que eles sejam - o Brasil precisa deles", reforçou Ana.

 

Satisfação com a carreira e percepção de impacto social

 

A pesquisa mostra que 58% afirmam estar satisfeitos com sua atuação profissional, enquanto 85% dizem estar satisfeitos com sua qualidade de vida. A relação com o propósito da profissão é um ponto de destaque:

 

- 97% acreditam que seu trabalho contribui para uma sociedade melhor;

- 75% recomendariam a carreira a um jovem da família;

- 36% ganham acima de 10 salários mínimos;

- 34% ganham entre 5 e 10 salários mínimos.

 

Percepção sobre o Sistema Confea/Crea

 

Entre os profissionais do Rio Grande do Norte, 80% reconhecem a importância do Sistema Confea/Crea para o funcionamento das profissões. O dado reforça a necessidade de ações contínuas de aproximação institucional, prestação de serviços e fortalecimento da representatividade.

 

Para o presidente do Confea, Engenheiro de Telecomunicações Vinícius Marchese, “o Censo representa um marco para o Sistema, ao reunir informações estruturadas que mostram a realidade dos profissionais em todo o Brasil. Esses dados fortalecem a capacidade de cada Crea agir com assertividade, direcionando projetos regionais de valorização profissional, capacitação, inovação e fiscalização alinhados à realidade local. Compreender as singularidades de cada território é o primeiro passo para potencializar o impacto das profissões tecnológicas no desenvolvimento do país.”

 

A pesquisa realizou no estado 351 entrevistas – com margem de erro de 5 pontos percentuais. O método utilizado foi a coleta de dados por telefone. O levantamento foi feito entre 23 de setembro de 2024 e 02 de fevereiro de 2025.

 

Confira aqui o recorte do Censo do Confea para o estado do Rio Grande do Norte:

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