O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN) protocolou, nesta terça-feira (31), impugnação ao Edital nº 001/2026 do Concurso Público Unificado do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. A medida tem como objetivo assegurar o cumprimento do piso salarial profissional dos engenheiros, conforme previsto na legislação federal.
A análise técnica realizada pelo CREA-RN identificou que a remuneração prevista para o cargo de engenheiro civil e engenheiro eletricista — R$ 4.614,55 para uma jornada de 40 horas semanais — está abaixo do mínimo legal estabelecido pela Lei nº 4.950-A/1966, que regulamenta o salário profissional da categoria.
Piso salarial deve ser respeitado
Com base na legislação vigente e em entendimento consolidado do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF), o CREA-RN aponta que o piso salarial do engenheiro, considerando a jornada de 44 horas semanais prevista no edital, deve ser de aproximadamente R$ 10.302,00.
O cálculo segue os parâmetros da Lei nº 4.950-A/1966, com base no salário mínimo de referência fixado pelo STF no julgamento da ADPF nº 53, que vedou a vinculação automática ao salário mínimo, mas manteve a obrigatoriedade do piso profissional.
Pedido de retificação do edital
Diante das inconsistências identificadas, o CREA-RN requer a retificação do edital para adequação do salário ao piso legal da categoria. A iniciativa visa garantir segurança jurídica ao certame e respeito aos direitos dos profissionais. O Conselho reafirma seu compromisso com a defesa da engenharia, da agronomia e das geociências, atuando de forma firme na proteção das prerrogativas profissionais e na valorização das carreiras técnicas no estado.